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Questões sobre Conhecimento Médio

Tradução: Samuel C. Santos

Questão 1: Uma das perguntas mais difíceis com respeito à soteriologia é “o que acontece a crianças pequenas/infantes que perecem sem ter nenhuma chance de responder à revelação de Deus?” Parece que uma ideia popular é a teoria da “idade de responsabilização”, segundo a qual qualquer criança que perecer antes de uma certa idade vai direto para o céu. Esse tipo de “anistia universal” parece-me fatalmente falha, entretanto. Se fosse esse o caso, almas que nunca aceitariam a Jesus Cristo (objetos da “condenação transmundial” se preferir) alcançariam o céu com as outras, simplesmente em virtude de perecerem antes da idade de responsabilização. Como poderia um Deus santo e justo permitir almas assim no céu?
 
Não faz mais sentido que um Deus leal, justo e onisciente levaria em consideração o que essas crianças teriam feito se tivessem tido a oportunidade por mais tempo e revelação, e julgasse-as de acordo com isso? Ele declara que fará exatamente isso nos casos de alguns em Mateus 11.20-24, e eu não vejo por que Ele não estenderia essa mesma consideração justa a todos os “interrompidos” devido a outras circunstâncias.
 
Obrigado desde já se você tomar tempo para responder isso.
 
Aloha em Cristo,
Steve
 
Questão 2: No seu artigo How Can Christ Be the Only Way to God?, você tentou responder a difícil questão da exclusividade da salvação em Cristo apenas. Vindo de um país como a Índia com uma tradição rica e profundamente religiosa desde tempos antigos, a ideia de que todos os seus ancestrais estivessem errados é realmente absurda. Esse é o único obstáculo mais importante. Pode ser argumentado que o julgamento não é tanto com base no que alguém não sabe, mas com base no que a pessoa sabe, mas deliberadamente se recusa a escolher a melhor/maior verdade/moralidade conhecida daquela pessoa (ou recusa-se a conhecê-la deliberadamente)? (“A quem muito foi dado, muito será exigido.”)? Você vê uma base escriturística para se argumentar que o julgamento é com base nas ações/escolhas de uma pessoa considerando-se o melhor/maior nível de verdade moral/filosófica conhecida por essa pessoa?
 
Sunil
 
Questão 3: Dr. Craig, O seu trabalho sobre Molinismo tem me ajudado muito. Contudo, eu ainda tenho algumas dificuldades em aceitar algumas coisas sobre ele. Eu acredito que sejamos livres com respeito a escolhas moralmente significantes que fazemos, e eu realmente acredito que Deus conhece todas as coisas (inclusive ações livres futuras). Mas eu não sei como explicar isso, e eu ainda não fui satisfeito pela descrição Molinista das coisas. Então, eu formulei um argumento contra o Molinismo. Não porque eu deseje atacá-lo ou mostrar que ele é falso, mas simplesmente com o interesse de demonstrar minha própria posição. Aqui está:Divine Providence: The Molinist Account disse. (A Página 39 do seu livro é sobre o que estou particularmente perplexo. Você poderia por favor responder o que exatamente ele diz a respeito das iguanas de Cuthbert?) Flint discordaria, mas me parece, então, que se o conjunto de circunstâncias que conduziram a compra ou a não compra da iguana por Cuthbert são exatamente similares, então por essas circunstâncias Deus nunca saberia o que uma criatura livre faria naquelas circunstâncias. A razão por que penso isso é que em ambos Mundo-B e Mundo-R, o conjunto anterior de circunstâncias existentes até o ponto exato em que Cuthbert faz sua decisão foram similares, com nada para distinguir entre os dois. Estou entendendo Flint corretamente? É isso que você pensa também?The Only Wise God. Você poderia abordar isso também? Obrigado por qualquer ajuda que você possa oferecer!
 
1. Se a ação A de escolher x foi livre, então, antes do momento exato de A, A não existia e, antes do momento exato de A, não havia nenhum conjunto especificável de circunstâncias pelas quais pudesse se deduzir que A ocorreria.
 
2. A ação A de escolher x foi livre.
 
3. Portanto, antes do momento exato de A, A não existia, e, antes do momento exato de A, não havia nenhum conjunto especificável de circunstâncias pelas quais pudesse se deduzir que A ocorreria. (MP, 1, 2)
 
4. Se antes do momento exato de A, A não existia, e se, antes do momento exato de A, não havia nenhum conjunto especificável de circunstâncias pelas quais pudesse se deduzir que A ocorreria, então, antes de A ocorrer, Deus não poderia saber que A.
 
5. Portanto, antes de A ocorrer, Deus não saberia que A. (MP, 3, 4)
 
Nesse argumento, a mais controversa das premissas é (1). A parte mais importante do que ela declara é que se alguma ação é verdadeiramente livre, então não existe nenhum conjunto especificável de circunstâncias pelas quais se possa deduzir em qual escolha ela resultará, antes da escolha ser feita. A razão pela qual penso que seja esse o caso é por causa do que Thomas Flint no seu Divine Providence: The Molinist Account disse. (A Página 39 do seu livro é sobre o que estou particularmente perplexo. Você poderia por favor responder o que exatamente ele diz a respeito das iguanas de Cuthbert?) Flint discordaria, mas me parece, então, que se o conjunto de circunstâncias que conduziram a compra ou a não compra da iguana por Cuthbert são exatamente similares, então por essas circunstâncias Deus nunca saberia o que uma criatura livre faria naquelas circunstâncias. A razão por que penso isso é que em ambos Mundo-B e Mundo-R, o conjunto anterior de circunstâncias existentes até o ponto exato em que Cuthbert faz sua decisão foram similares, com nada para distinguir entre os dois. Estou entendendo Flint corretamente? É isso que você pensa também?
 
Finalmente, eu tenho uma pergunta e um comentário a fazer que podem ajudar essa discussão. Primeiro, você aceita o Princípio das Possibilidades Alternativas como necessário para que uma escolha seja livre no sentido libertário? Você é um libertário? Eu já ouvi que você nega o PPA… isso é verdade? Segundo, estou bastante certo de que meu argumento pressupõe alguma forma de perceptualismo (essa é a palavra certa? Não lembro…) Se sim, eu sei que você rejeita essa concepção do conhecimento de Deus e em vez disso opta por um modelo conceptualista, mas eu ainda não li nada seu que argumente a favor disso, mas fiquei sabendo que você defende essa noção no seu The Only Wise God. Você poderia abordar isso também? Obrigado por qualquer ajuda que você possa oferecer!
 
John
 
 
Resposta do Dr. Craig:
 
Eu considerei essas questões juntas porque todas estão relacionadas à doutrina do conhecimento médio.
 
Tomemos primeiro a questão do John porque ela é fundamental. Você está certo, John, de que (1) é controversa, mas eu mesmo a aceito. Alguns podem negá-la ou porque pensam que a liberdade seja compatível com o determinismo causal ou porque sustentem uma teoria do tempo, variavelmente chamada de atemporalizada ou teoria-B do tempo, de acordo com a qual os eventos futuros são tão existentes quanto os eventos presentes.
 
Se o compatibilista estiver certo, então Deus poderia deduzir as escolhas livres futuras dos homens a partir das condições presentes que determinam causalmente como eles irão escolher. Mas como você notou, eu sou um libertário que pensa que o determinismo causal é imcompatível com a liberdade. Isso não implica que eu sustente o Princípio das Possibilidades Alternativas (PPA), que estabelece que um agente livre tem num conjunto de circunstâncias a habilidade de escolher A ou não-A. Estou persuadido de que tão quanto a escolha de um agente não seja causalmente determinada, não importa se ele pode realmente fazer uma escolha contrária à que ele na verdade faz. Suponha que Deus decidiu criar você num conjunto de circunstâncias porque Ele sabia que naquelas circunstâncias você faria uma escolha não determinada para fazer A. Suponha também que se Deus soubesse ao invés disso que se você estivesse naquelas circunstâncias você teria feito uma escolha não determinada para fazer não-A, então Deus não teria lhe criado naquelas circunstâncias (talvez isso bagunçasse o seu plano providencial!). Nesse caso você não teria a habilidade nessas circunstâncias de fazer uma escolha de não-A, mas mesmo assim sua escolha de A é, eu penso, claramente livre, porque é causalmente irrestrita – é você quem determina que A será feito. Então a habilidade para fazer o contrário não é uma condição necessária para a escolha livre.
 
Se o teórico-B do tempo estiver correto, então eventos futuros como A são tão reais quanto os eventos presentes ou passados. Se Deus é atemporal, então todos os eventos no tempo são igualmente reais para Ele e podem ser conhecidos por Ele da mesma forma. Não há nada sobre eventos futuros para nós que se tornam mais difíceis para Deus de conhecer. Portanto, Ele simplesmente não necessita deduzir tais eventos a partir de condições presentes. Agora, eu mesmo não sustento uma teoria-B do tempo. Eu sustento uma teoria-A ou temporalizada do tempo de acordo com a qual o futuro não existe em sentido algum (veja meu livro Time and Eternity para uma discussão dessas visões rivais). Eu também não penso que Deus exista atemporalmente desde o momento da criação, já que eu acredito que a atemporalidade divina permanece ou cai de acordo com sua teoria do tempo. Então, como você notou, eu rejeito um modelo perceptualista do conhecimento divino, de acordo com o qual Deus “procura” e “vê” o que acontece no mundo (uma concepção terrivelmente antropomórfica do conhecimento de Deus em qualquer caso!). Antes, eu aceito alguma espécie de modelo conceptualista, de acordo com o qual o conhecimento de Deus não é adquirido por qualquer sorte de percepção mas é mais semelhante a um conhecimento inato. Deus simplesmente tem a propriedade essencial de conhecer apenas e todas as proposições verdadeiras.
 
Então eu aceito ambas as suposições por detrás da sua premissa (1).
 
Entretanto eu, juntamente com qualquer Molinista, rejeitaria sem hesitação a premissa (4) do seu argumento. De fato, qualquer incompatibilista teórico-A que acredita na presciência divina de contingentes futuros (como escolhas humanas livres) rejeitará (4), mesmo se ele não for um Molinista. Porque o seu argumento não é diretamente contra o conhecimento médio como tal, mas contra a presciência divina.
 
O problema com (4) é que ela assume que a única maneira pela qual Deus conhece contingentes futuros é deduzindo-os a partir de condições presentes. Mas eu não vejo qualquer razão para pensar que isso é verdade. De fato, a doutrina do conhecimento médio é apenas uma teoria de como Deus pode conhecer contingentes futuros sem qualquer espécie de percepção do mundo. Eu acho que você assumiu erroneamente que de acordo com a doutrina do conhecimento médio, Deus deduz, a partir das circunstâncias nas quais uma pessoa livre é colocada, o que ela faria nessas circunstâncias. Daí sua perplexidade com respeito ao que Flint diz em Divine Providence (p. 39). Mas isso não é a doutrina. Como Flint diz na própria próxima sentença no topo da p. 40, “A resposta a essas questões é evidente: a providência pode ser exercida… apenas se Deus sabe como suas criaturas iriam agir se colocadas em várias circunstâncias não determinantes” (ênfase minha). Se Deus tem conhecimento médio, então Ele realmente sabe a verdade de tais sentenças condicionais subjuntivas (frequentemente chamadas contrafactuais), por exemplo, “Se Cuthbert estivesse em C, ele livremente compraria uma iguana.” Então não importa que diferentes mundos possíveis contenham C; o ponto é que como Deus conhece o que Cuthbert livremente faria em C, Ele pode saber unicamente com base naquele conhecimento e no Seu conhecimento do Seu próprio decreto de criar Cuthbert em C exatamente o que Cuthbert livremente faria! É brilhante, não é?
 
Então a sua premissa (4) é apenas uma petição de princípio contra o Molinista, assumindo que Deus não tem conhecimento médio.
 
Em outro lugar eu sugeri que Deus pode usar Seu conhecimento médio para ordenar o mundo tão providencialmente de forma que qualquer pessoa que rejeita a revelação geral de Deus na natureza e na consciência e nunca ouve o Evangelho não teria crido no Evangelho mesmo se ela tivesse-o ouvido. (veja Scholarly Articles: Christian Particularism; Popular Articles: Christianity and Other Faiths: “How Can Christ Be the Only Way to God?”). Pessoas que nunca ouviram o Evangelho serão julgadas com base na sua resposta à revelação geral de Deus, e aquelas que falham em respondê-la e são condenadas não podem reivindicar que se apenas elas tivessem ouvido o Evangelho teriam respondido a ele e sido salvas.
 
Essa solução é semelhante à sugestão de Sunil em sua questão. Eu esclareceria, Sunil, que “a melhor/maior verdade/moralidade conhecida por aquela pessoa” é o que comunicado àquela pessoa pela revelação geral de Deus. Sejamos mais claros: isso não é dizer que tal pessoa pode ser salva pela sua vida boa ou crenças corretas. Pelo contrário, tal pessoa perderá a esperança de viver algum dia de acordo com a lei moral escrita no seu coração e lançar-se-á à misericórdia imerecida do Deus Criador revelado na natureza. Como no caso das pessoas no Velho Testamento, Deus aplicará a ela os benefícios da morte expiatória de Cristo sem que ela tenha um conhecimento consciente de Cristo. A questão é então se existem muitas pessoas assim. Minha leitura de Romanos 1-2 não me deixa muito otimista. Mas ainda é o caso de que os não evangelizados não serão julgados injustamente com base na informação que eles nunca tiveram. Eles serão julgados por como responderam à revelação geral de Deus na natureza e na consciência. O conhecimento médio entra no quadro apenas para remover qualquer reivindicação de que se eles tivessem sido iluminados pelo Evangelho, então teriam respondido.
 
Isso nos traz à questão de abertura de Steve. Eu a incluí porque muitos têm erroneamente atribuído a visão que ele defende a mim. Eu não penso, Steve, que sua solução ao problema das pessoas que morrem na infância (que é apenas uma instância do problema geral do destino daqueles que nunca tiveram a oportunidade de responder livremente ao Evangelho) é aceitável. Porque seria imoral julgar uma pessoa, não por coisas que ela fez, mas por coisas que ela teria feito sob circunstâncias diferentes. Se eu tivesse nascido na Alemanha Nazista, talvez eu tivesse sido um membro ardente da Juventude Hitlerista e talvez até participado de atrocidades. Sob outras circunstâncias, talvez eu tivesse sido um ladrão ou terrorista. Eu sou, portanto, moralmente culpado por esses atos? Bem, claro que não, porque eu nunca os cometi! A dificuldade com a sua solução se torna especialmente evidente se você refletir que uma pessoa que morreu na infância teria feito diferentes coisas sob circunstâncias diferentes. Eu não estou sugerindo que todos aqueles que morrem na infância sofrem a condenação transmundial. Sob outras circunstâncias, aqueles que morreram na infância poderiam ter crescido e se tornado Cristãos maravilhosos; sob outras circunstâncias, teriam se associado aos Internet Infidels. Então como Deus poderia julgá-los pelas diferentes coisas que eles poderiam ter feito sob outras várias circunstâncias?
 
Então Deus julgará as pessoas com base no que elas realmente fizerem. Releia Mat. 11.20-24, e eu penso que você verá que o trecho não contradiz esse princípio.
 
Eu aceito, então, a solução da “idade de responsabilização”. Deus julga as pessoas com base na resposta que elas fizerem à luz que receberam. Infantes não têm, até onde sabemos, nenhum acesso a qualquer revelação divina e portanto não são considerados responsáveis por qualquer resposta.
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  1. Edclei da Silva Bezerra
    abril 19, 2011 às 4:02 pm

    Eu ainda fico em dúvida sobre o que realmente o Dr. William acredita a respeito dos atributos de Deus principalmente relacionados à Onisciência, Onipresença e Onipotência. Por isso, permita-me fazer algumas perguntas e, por favor, deem respostas satisfatórias ou envie-as para meu e-mail.
    1° O que é a Doutrina do Conhecimento Médio?
    2° O que seria a Onisciência sob a visão da Doutrina do Conhecimento Médio?
    3° Deus conhece todas as coisas antes mesmo de elas acontecerem?
    4° Em relação a nossa salvação, Deus já nos escolheu “antes da fundação do mundo” ou somos nós que escolhemos Deus?
    5° Caso a resposta da questão anterior seja nós que escolhemos Deus, como nessa situação Ele seria Soberano?
    6° Já que a Onipresença, na visão popular, significa que Deus está em todos os lugares, como esse termo seria definido na visão filosófica e teológica? O que seria nessa mesma visão a Onipotência?(OBS: peço respeitosamente que seja utilizada também a visão bíblica (textos da Bíblia que apontem para essas questões)
    7° O que seria a Infinitude de Deus? Já que infinitos reais não existem [o que nesse ponto eu concordo] como aplicaríamos a ideia de infinito a Deus?
    8° Respondam-me sinceramente: vocês, como tradutores dos artigos do doutor William, não acham que essas teorias FINITAS de mentes FINITAS a respeito dos artibutos de Deus, mesmo sendo sendo ótimas teorias e muito explicativas, não parecem fazer o SENHOR um ser limitado? Lembrem-se de que nós, como seres humanos, jamais conseguiremos contemplar a essência de Deus, já que Ele transcende todos nós. Isso são apenas teorias que podem ser derrubadas ou substituidas por outras melhores.

    Que a graça e a paz de Cristo estejam sobre todos vocês. Um abraço!

  2. Edclei da Silva Bezerra
    abril 20, 2011 às 12:46 pm

    Quero destacar que essas perguntas tem como objetivo apenas tirar dúvidas a respeito da doutrina do Conhecimento Médio. Quero deixar claro que muitas dessas exposições do Dr. William são excelentes e conseguem explicar uma série de questões relacionadas a salvação, o mal e a existência de Deus. Estou ansioso para que seja logo publicado os artigos acadêmicos.

  3. Edclei da Silva Bezerra
    abril 20, 2011 às 4:09 pm

    Lendo os diversos artigos do doutor William Lane Craig, vejo que ele trabalha muito com argumentações como o argumento Kalam, etc.
    Estudando muito sobre argumentação e lógica e, também, lendo alguns apologistas, cheguei a uma conclusão e “formulei” um argumento baseado na idéia do conhecimento. Eu chamo esse argumento de “O Argumento dos Primeiros Princípios” ou o “Argumento dos Absolutos”.
    Aristóteles afirmava que o conhecimento começa com certas verdades da qual ele chamou de primeiro princípio. Esse primeiro princípio é na verdade o alicerce do conhecimento, a base, o fundamento. Os primeiros princípios são por natureza inabaláveis e irrefutáveis e qualquer tentativa de negá-los acabará sendo auto-destruído.
    Para entender os primeiros princípios é necessário indentificá-los nas diversas ciências e utilizá-los como padraõ universal. Por exemplo, na lógica podemos dizer que o primeiro princípio desta disciplina é a Lei-da-Não-Contradição. A partir dela a lógica pode ser construida.
    Na Ciência das Origens podemos colocar como alicerce o primeiro princípio da Causalidade que afirma que toda causa tem um efeito. Daí podemos dizer que se o universo é um efeito, concluimos que que havia uma causa para o universo.
    Nas Ciências Operacionais que estuda o universo observável podemos dizer que o seu primeiro princípio está fundamentada na Segunda Lei da Termodinâmica que afirma basicamente que tudo caminha para um estado de desordem, indicando que anteriormente havia uma ordem inicial. Se o universo fosse eterno, não haveria essa desintegração do universo e sua energia já teria se esgotado. Junto com a 2° Lei da Termodinâmica podemos adicionar o Princípio da Uniformidade que é o inverso da 2° Lei da T., ou seja, da desordem para a ordem. Esse princípio ajuda a mostrar que o universo teve uma origem.
    Ao observarmos esses primeiros primeiros princípios, vemos que se eles fossem destruídos todos os fundamentos formados a partir deles seriam literalmente aniquilados, “jogados fora”, ou seja, não haveria nehnuma razão para o homem adquirir conhecimento e todas as ciências não serviriam para nada. Com base nos primeiros princípios, concluímos que deve haver uma “Fonte” que forneça o padrão universal que mantém inabaláveis e absolutos esses princípios primeiros. Já que esses primeiros princípios são as bases do conhecimento de onde parte todos os estudos, leis e teorias de cada disciplina tratada em questão, a “Fonte” que os fornece deve ser um Ser inteligente com conhecimento que deve transcender todas as proposições existentes. Esse Ser entendo que é Deus
    Premissas:
    1° Todo o conhecimento acreca de uma disciplina começa com os primeiros princípios que são inabaláveis e não podem ser refutados, pois são absolutos.
    2° Por serem absolutos são universais.
    3° Por serem universais e absolutos, deve haver um padrão ou uma Fonte transcendente e infinita que forneça e sustente esses padrões.
    3° Essa Fonte precisa ser pessoal, pois tem conhecimento infinito ou é Onisciente.
    4° Portanto, esse Ser pessoal é Deus.

  4. Sandro José
    setembro 24, 2011 às 6:18 am

    Creio na salvação universal das crianças, exceto as que crescem e morrem incrédulas, e só Deus conhece. Assim também na salvação de muitos no Juízo Final. Isto é, daqueles que nunca ouviram o Evangelho, mas viveram a Caridade (Rm 2.14).

  5. aline
    outubro 21, 2011 às 3:00 pm

    Muito legal esse site!Abençoará a muitos!

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